segunda-feira, 29 de março de 2010

Hoje (ainda não) é dia de pascoal

Boa tarde, estimados leitores ávidos por deglutir meio quilinho de cacau e açúcar em nome do regresso do messias. Como vão? Isso é que é preciso.
Desconheço a opinião do caro leitor, mas eu cá execro a Páscoa. Chamem-me céptico mas tendo a desconfiar de quadras que, a fim de celebrarem a ressurreição de Jesus após a sua morte na cruz, usem o símbolo do coelho com ovos de chocolate como bandeira. Se eu já andava picado com o coelho desde do Donnie Darko, agora apanhar com ele todos os anos deixa-me possesso. Pior é que uma pessoa nem se pode ir preparando pois o raio do leporídeo aparece em alturas distintas de ano para ano. E isto chegou a um nível de conformidade por parte dos demais que chega a roçar o ridículo. Reparem: se eu vos falar num coelho que ande por aí a distribuir ovos, de imediato, referir-se-ão à quadra pascal. Ora, se vos falar de, por exemplo, estrumpfes acabados de sair da casa em forma de cogumelo e a oferecer gummi bears (aquelas gomas em forma de ursinho), já toda a gente barafusta, recomenda psiquiatras e fornece o contacto de clínicas de reabilitação (o meu dealer provavelmente dirá que não aceita devoluções e que, se o ácido estava estragado, a culpa não é dele). Outra coisa que me faz espécie na quadra é o facto de promoverem o consumo desenfreado de chocolate, muitas vezes em doses passíveis de deixar um gajo a espumar da boca, na última época de férias antes do Verão. Não é minha intenção fomentar boatos relativos a hipotéticos planos para acabar com a época balnear tal qual a conhecemos, mas não se perdia nada em fazer uma investigaçãozinha ao passado dos criadores da ideia do coelho que, ao que julgo, não consta na versão oficial da bíblia. Por fim, queria deixar também um apelo à PETA e a outras entidades que zelam pelos interesses mais animalescos, na medida em que impugnem o uso dos coelhos para fins que promovam a engorda desaforada da nação ocidental.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Escândalo e Controvérsia

Boa tarde. Antes de mais, peço desculpa pela desmedida delonga na postagem de novos devaneios. E, agora desmentido alegadas notícias que me colocavam numa mesa de cirurgia com um implante mamário rebentado, tenho a comunicar que estive todo este tempo para vos escrever pois a tecla "D" do meu teclado perecia de mau funcionar e eu, sem "D", nem um prazenteiro "Boa tarde!" vos poderia endereçar. Confesso mesmo que estava para voltar somente aquando da Páscoa, mas parece que já está muito visto e eu gosto de inovar.

Esta foi uma semana de emoções fortes. Reencontrei o melhor jogador de futebol-humano que alguma vez conheci. Certamente que os leitores estarão lembrados dos serões passados a jogar futebol-humano, nos tempos de garotagem, correndo para dentro da baliza da equipa adversária quando não havia bola ou esta havia ido parar a um local vulgarmente denominado por "couves" . Pois bem, o jogador supracitado era, e não creio estar com isto a exagerar, um Cristiano Ronaldo da modalidade. Não batia livres em jeito mas fazia fintas de corpo de fazer corar o próprio Eusébio(e toda a gente sabe como é tão mais difícil fazer corar alguém de cor). Tinha uma jogada característica que consistia em fazer um "S" com o corpo e rodar sobre si mesmo, fintando, com isto, as mãos dos oponentes que freneticamente o tentavam apanhar. Essa jogada chamava-se "a vírgula do Jorge" e era conhecida por toda a escola.
Na conversa com o tal indivíduo, para além de ter tomado conhecimento que ele havia removido o apêndice fazia dois anos, descobri que padecia de epilepsia desde gaiato e que "as vírgulas do Jorge" não passavam espasmos pontuais. Assumo ter ficado desapontado, é assim que morrem as lendas.

P.S. - Sem querer politizar este antro com siglas socialistas, apenas um aparte para fazer notar que o título somente tem o propósito de reavivar o blogue após esta ausência, fomentado a curiosidade sagaz daqueles que anseiam por novidades polémicas.

sábado, 6 de março de 2010

Gregório Magno

É quando tudo o que metemos à boca sai novamente de forma mais colorida e liquefeita que eu penso que o futuro passa por intravenosas ultra-congeladas. Quando uma pessoa tivesse de comer mas não o conseguisse fazer sem vomitar, ia ao congelador e, ao lado da pizza congelada e da embalagem dos douradinhos, lá estaria a intravenosa. Depois era só aquecer 5 minutinhos no microondas e estava prontinho a ir para a veia. Pensem seriamente no caso e registem patente que eu ando sem paciência.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Madeira molhada não arde

A Madeira inundou e o país está de luto. A grande questão que eu vos coloco é a seguinte: não terá tudo isto sido uma manobra de um certo presidente do Governo Regional da Madeira para atrair celebridades à ilha? Bem sei que isto parece uma grande teoria da conspiração mas eu passo a explicar: será coincidência que uma catástrofe destas aconteça tão pouco tempo depois de tudo o que se passou no Haiti? É óbvio que não. Caríssimos, catástrofes como a do Haiti é o que está a dar. Uma catástrofe destas é capaz de trazer ao local do incidente mais celebridades que o festival de Cannes. O Haiti teve direito a canções e tudo. Ora, a Madeira não poderia ficar atrás e, como tal, a Ronalda já está a trabalhar na banda sonora do dilúvio madeirense. Espera-se o lançamento -pela altura do Natal, creio - do CD com a compilação das mais belas canções do caos, um best-of que conta ainda com o grande êxito "Sri Lanka - olha a onda, olha a onda".
Por alguma razão é que isto aconteceu agora e não antes. Deixou-se passar o Carnaval, o Alberto João trajou-se e dançou à sua vontadinha, os turistas foram todos para casa e, quando os dias de folia acabaram, toca de ligar as torneiras e encher os ralos de trapos. O mais engraçado da questão é que está, de facto, a resultar. Pelo menos, Cristiano Ronaldo, o jogador mais mediático do panorama futebolístico actual, já exibiu uma camisola interior com a palavra "Madeira" pintada. Mais cedo ou mais tarde, aprecerá a Angelina a exibir umas meias do C. D. Nacional e a Madonna umas cuecas com o símbolo da junta de freguesia de Curral das Freiras. Enfim, houvesse honestidade neste mundo...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Facebooka-mos!

Se há coisinha para me tirar do sério nestes dias de folia, essa coisinha é o Facebook. Mas que raio de fascinação é esta que toda a gente tem pelo Facebook? Já não chegava Hi5? Eu percebo, também eu já não encontrava segurança no Hi5 com tanta badalhoca e xunguice. No entanto, acho que todo este deslumbre em torno do Facebook, apesar de ridículo, é capaz de fazer bem à sociedade. Nada me tira da cabeça que o Facebook não passa de um golpe governamental de génio para impedir o êxodo rural. Para evitar que a população das terriolas não passe de três velhas e um carneiro coxo, o governo mandou os melhores informáticos do país criar um jogo que pusesse jovens executivos a interessar-se pelo lado mais rústico e bucólico da vida. «Isso é impossível!», muitos terão dito, até que alguém terá avançado com a proposta de criar o FarmVille. Punga! Agora é ver o meu primo, todo formadinho em gestão a pedir cenouras à minha avó, o que foi chato visto o software das cenouras da quinta da minha avó não ser ainda compatível com o Windows 7. O Facebook não passou dum pretexto para encaixarem o jogo. Acham mesmo que alguém liga às vossas fotografias? Quando alguém quer ver pessoas bonitas vai ao Google images e escreve "Victoria Secrets". Não se desenganem que não preciso.
Outra coisa que me remói solenemente é o Twitter. Tentei criar uma conta para ir descrevendo como me ia correndo o dia. «Acabei de me inscrever no Twitter.Olá!», «Sinto a bexiga apertada pelo que vou urinar», «Estou a sacudir duas gotinhas que insistem em não cair. Acho que a gravidade hoje não anda muito bem.». Só escrevi estes três Twitts e já estou farto. Acho que vou cancelar aquilo antes que o Malato me mande um Twitt a dizer onde é que encontrou o tal frasquinho de Rexona que havia perdido.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nerdice computadorizada

Estava a jogar computador e aprecebi-me do seguinte:
Bug que é bug tem de implicar lag. Não implicando, é um worm.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ioc's da vida

Após fazer um revisão sucinta ao que se passa em redor da minha vida, concluí que este blog é ridículo (literalmente). Ter de se escrever piadas mesmo quando se está triste e chateado é das piores coisinhas que por aí andam. Numa outra análise, é bom saber que do outro lado do monitor estão pessoas que o lêem e que gostam (leia-se, cinco transmontanos de certa idade que estão a aprender a mexer na Internet através do curso das Novas Oportunidades), confiando em mim para os fazer rir. Ora, quando alguém confia em mim, para o que quer que seja, é mau sinal. Quem vos garante a vós que eu não sou um obeso sociopata que se serve do GoogleEarth para ver meninas despidas no Meco? Quem vos garante a vós que eu não estou neste momento, enquanto escrevo, a afagar a cabecinha falecida da pequena Maddie? Ao que vocês sabem, até posso ter sido eu que carreguei no botão de "Haiti Destruction" do meu Comando do Terror/Mal (ainda não me decidi quanto ao nome do aparelho). Pronto, também não sou assim tão malvado. Sou moderadamente malvado, vá. Posso, por exemplo, estar numa fila para uma qualquer coisa e, após soltar um flato daqueles, sair da fila para pensarem que o cheiro vem do gordo com borbulhas que está mesmo atrás de mim na fila. Ah, pois é! Por esta é que vocês não esperavam. Coitadinho do gordinho que tem tantas borbulhas que até o cego que estava atrás dele na fila, ao tocar-lhe nas costas, julgou estar a ler a bíblia em Braille.

Enfim, agora que me consegui pôr no papel de herói pícaro, vou voltar à minha vidinha normal. Já agora, desculpem lá qualquer coisinha. A semana não foi fácil.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Panisguices literárias

Recentemente constatei que a entidade que escolhe as obras literárias de leitura obrigatória no ensino secundário deve ter um especial fascínio por piratas e pela pirataria em geral. Ora vejamos: a figura que se nos é apresentada como o "príncipe dos poetas do seu tempo" tinha uma pala no olho direito; o protagonista de Memorial do Convento, obra vencedora de um Nobel da literatura, Baltasar Sete-Sóis, usava um gancho a fazer as vezes da mão esquerda. Aposto que Fernando Pessoa (ou um dos seus "amigos") tem um poema qualquer começado por Aarghh que eu ainda não descobri. Chamem-me alarmista, mas começo a temer que a Margarida Rebelo Pinto resolva um dia escrever um livro em que uma das personagens tenha uma perna de pau. Não é por mim, a sério. É pela sanidade intelectual das gerações vindouras.

Já que estamos numa onda de piratas e pernas de pau, outra coisa que me apraz bastante é a comunidade gay. Gosto bastante de gays, principalmente porque são pessoas muito frontais (?) e transparentes. Aliás, o símbolo da comunidade gay não é um arco-íris por acaso. Se não fossem pessoas tão transparentes não poderiam refractar a luz. O movimento gay, ao contrário do que muitos pensam, é muito mais do que um simples espectáculo de luz e cor. O movimento gay é ciência.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Não há cá se's no meio do Haiti

O que eu mais gosto neste mundo, imediatamente a seguir a uma boa sandes de fiambre e um fino de pressão, é mesmo jogos futebolísticos de beneficência. Epá, é que gosto tanto. Que nostálgica é a sensação de ver bolas a serem chutadas por velhos roliços que eu nunca vi mais gordos (literalmente) e que me são apresentados como velhas glórias do futebol mundial!
O Benfica realizou ontem um jogo contra a pobreza com intuito de angariar fundos para as vítimas do desastre no Haiti. A pobreza chegou a estar em vantagem com o golo inaugural do jogador da formação pobre Kaka', mas o jogo lá acabou por ficar 3-3. Eu acho que toda esta onda de solidariedade que se vive em torno do Haiti é muito bonita mas que se revela completamente ineficaz na medida em que, enquanto não tirarem a corda de saltar das mãos do Fernando Mendes, vai continuar a morrer gente. Podem doar todo o dinheiro que quiserem que, enquanto ele não se convencer que há um certo tipo de brincadeiras que ele não pode ter, as réplicas não cessarão. Eu sei que ele é ainda um gaiato, que ainda está na idade de ter estas brincadeiras e que não deve ser discriminado em função do seu problema de peso mas caraças, ó Nando!, já chega de matar pessoas, pá. Vai antes brincar com os legos ou pintar um daqueles teus livros de colorir.
Não foram poucas as celebridades que se sensibilizaram com toda esta tragédia e que correram ao Haiti para ajudar, mais que não fosse, trazendo de lá um ou dois órfãos haitianos para fazer pandan com os cortinados indonésios da janela da cozinha. A celebridade que, a meu ver, mais falta fez foi o ex-futebolista Diego Armando Maradona. Bastava pintar umas poucas de riscas brancas em cima dos destroços de edifícios e deixar o potente nariguedo de el pibe fazer o restante. A ver se não eram desterrados uma porção de haitianos num instante. Era vê-los a voar ainda sujos de terra em direcção àquelas duas turbinas também conhecidas como narinas. De certeza que não seriam tantas as baixas.

domingo, 17 de janeiro de 2010

2010+2=Fim do Mundo

Sendo este blogue um local de profunda reflexão sobre a actualidade, decidi hoje focar um assunto que esteve muito em voga há uns meses e que só acontecerá daqui a dois anos e muito. Que assunto é esse? - perguntam vocês. É o fim do mundo, claro está. Ao que parece, a civilização maia previu que desapareceríamos todos lá para Dezembro de 2012. Estou desde segunda sem escrever nada porque andei por aí com ilustres matemáticos como o Prof. Nuno Crato a procurar a fórmula de Deus, revelando-se a vós esta fórmula no título desta maravilhosa postagem. Posto isto, a próxima vez que lerem alguma coisa do José Rodrigues dos Santos, é melhor desconfiarem do que vos apresentam como sendo fórmulas divinas.
Continuando, e deixando burocracias matemáticas de parte, acho que toda esta situação do fim da existência humana está a ser excessivamente empolada. O fim do mundo como o conhecemos? Um neo-apocalipse que ditará a extinção da raça humana? Nada me tira da cabeça que tudo isto do 2012 não passa de um livro futurista de ficção científica que havia no tempo da civilização maia (equivalente às obras actuais do George Lucas, por exemplo) e que algum arqueólogo mais crente, ao encontrar o escrito, julgou tratar-se de mais uma das sempre certas previsões maias. Eu sempre disse que o grande problema deste mundo não é nem a fome em África nem o crash da bolsa nem a destruição no Haiti. É o facto dos nerds não saberem distinguir a ficção do real, causando o pânico e o medo e proclamando que o mundo vai acabar, que realmente me transtorna.
Para o hipotético caso de tudo isto vir a ser verdade, elaborei uma programação televisiva para celebrar o apocalipse terrestre. A TVI passaria um compilação dos melhores concertos de Tony Carreira, a Sic poria a Simara a dançar nua nas manhãs da Fátima, a RTP1 passaria um especial "Preço Certo" juntando o Malato ao meu já adorado Fernando Mendes e, por fim, a 2: transmitiria a fase final do XII meeting de boccia no distrito de Labaredas de Coito com comentários de Eládio Clímaco e Júlio Isidro.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Criancices 2

É oficial. A partir de hoje, 11 de Janeiro de 2010, nunca mais os velhos sentados em bancos de jardim me olharão com aquele olhar terno e guloso.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Egipto Jamais

Eu sei que sou uma pessoa com um índice de vida social bastante fraquinho quando a uma sexta-feira à noite eu estou sentado ao computador a escrever parvoíces. Prosseguindo, tive um encontro com uma comunidade muçulmana nestas férias de Natal. É verdade. Fui de férias ao Egipto. Dou-vos agora dois minutinhos para se roerem de inveja à vontade e já retomo o post. Já estão todas as pragas rogadas contra mim? Óptimo. Nesta estadia descobri que a minha ideia do Egipto está desactualizada uns três mil anos. Afinal, as pessoas já não andam por lá semi-nuas, só de túnica. As próprias cabeleiras e barbichas postiças, outrora sinais de pomposidade, sumiram por completo. Os coptas desapareceram e agora é muçulmanos por toda a parte. O chato da coisa é que não consigo distinguir os muçulmanos bons dos maus. Se, na rua, vier um na minha direcção, fico sem saber se corra ou se continue impávido e sereno. Aliás, na semana que lá passei, vi o Bin Laden três vezes e o Saddam cinco, sendo que uma vez vi dois Saddams juntos. Pior que tudo é a língua deles (árabe). Um guia turístico egípcio falou comigo em árabe. Eu podia tentar aqui replicar o que ele me disse mas é bastante mais fácil se imaginarem o Olavo Bilac (dos Santos e Pecadores) a engasgar-se ao engolir uma espinha.
A minha viagem a África serviu, mais que não seja, para perceber o verdadeiro significado de "Mercado Negro".
Aqui fica uma foto que tirei com alguns locais (sou o de cara tapada).

p.s. - O título alude a uma célebre frase de Mário Lino «Alcochete jamais» (com sotaque francês, "jamê" ), referindo-se à margem sul do Tejo como sendo um deserto. Enfim, sem tirar o mérito ao criador da piada, achei que enriquecia o blog usar o trocadilho, referindo-me desta feita a um deserto real.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Criancices

Na próxima segunda-feira, vou deixar de poder vir a ser vítima de pedofilia.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Rescaldo: Natal vs. Ano Novo

Feliz ano novo a todos! Espero que o Natal tenha sido agradável e com muitas oferendas. Queria começar por agradecer as inúmeras mensagens que recebi; ainda bem que a minha avó e a D. Rute tinham o meu número. Vejo nessas carinhas de ânsia que estavam mortinhos pelo meu retorno. Confesso que também senti por vós algo entre o escárnio e a saudade. Posso, ainda, adiantar que o meu Natal foi prazenteiro (não presenteiro, como eu tanto gostaria que tivesse sido), tendo cumprido com a mais importante das tradições pagãs natalícias, ou seja, o visionamento, em família, dos clássicos "Sozinho em Casa" e "Mary Poppins". Creio, sem qualquer credibilidade palpável, que esta tradição já está mais intrínseca na cultura ocidental que a própria edificação da árvore de Natal. Já a minha passagem de ano deixou um bocadinho a desejar (também muito por culpa das passas que não comi). Fora os doze desejos desperdiçados por esquisitice gastronómica, sinto que faltou qualquer coisa ao meu reveillon, sendo que essa coisa se chama desfile da Victoria's Secrets. Ora, isto deixa-me triste, uma vez que não é a cada vinte e quatro horas que se passa das onze e cinquenta e nove de um dia para a meia-noite em ponto de outro.

Enfim, um post pândego para começar o ano em Beleza. Eu tinha prometido graçolas e devaneios diversos para este ano. Pois bem, os devaneios diversos já estão, agora as graçolas ficam para um post mais inspirado.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Boas festas e um pudim

Último post de 2009! Olha que tristes que vocês estão... Não é preciso ficarem assim que volto no início de Janeiro com mais graçolas e devaneios diversos.
Fui ver ontem o filme Avatar (o mais caro de sempre). Que espectáculo monumental de efeitos especiais! A minha vida parece menos realista e com menos definição desde que vi o filme. Ainda hoje de manhã, ao pegar numa maçã do pequeno almoço, tive essa exacta sensação. Via-se claramente que aquilo, a maçã do pequeno almoço, era feito a computador (verdade seja dita, na altura, também não me encontrava com os óculos 3D postos). Enfim, é uma vida dura, esta, a de cinéfilo amador.
Voltando agora à quadra natalícia, faço os votos clichés da época, desejando que o tal homem gordo de fato de treino vermelho e que gosta de sentar crianças no colinho, vos traga uma porção considerável de oferendas. No ano passado devo-me ter portado mal, que o barbudo mais não me trouxe do que um punhado de doenças. Por outro lado, foi atencioso da parte dele dar-me doenças que eu ainda não tinha, ou seja, aquela questão de guardar o talão para ir trocar os repetidos não se colocou.
Outra questão de importância superior: na passagem do dia 31 de Dezembro deste ano para o dia 1 de Janeiro do próximo, lá pela meia-noite, ao comerem as passas, peçam desejos como deve ser, vamos lá parar com isso de desejar a paz mundial. Peçam antes o FIFA10 para a ps3 que sempre dá para jogar com os amigos. Quanto às passas, comam-nas enquanto podem. Também eu já fui um deglutidor de passas de ano novo. Apenas digo que passas e figos secos nunca mais entraram em minha casa desde que, numa tarde de Verão, vi a minha avó nua. Vou-vos poupar a mais pormenores.
Bem, boas festas e até para o ano. Abraço.


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

História olímpica no Natal

Visto estar a chegar a altura do Natal, achei que o que faltava mesmo a este blog era um post sobre os Jogos Olímpicos. É verdade que também poderia começar a dissertar sobre um indivíduo de idade avançada, a roçar a obesidade, barbudo e que gosta de sentar criancinhas no colinho, tudo isto vestindo o seu já habitual fato de treino vermelho com algodãozinho nos rebordos e um barrete, também ele super actual e nada foleiro. Após uma longa deliberação, optei pelos Jogos Olímpicos, que são uma temática sempre actual (ou, pelo menos, de quatro em quatro anos, lá por alturas do Verão).

Retomando agora o ponto dos Jogos Olímpicos, estes foram criados na Grécia Antiga, por volta do ano 776 a.C. Na altura eram disputados somente por homens, estando estes em pelota. Com a introdução da categoria dos 100 metros barreiras, e depois de um súbito aumento do número de castratis por terras gregas, os atletas não tiveram outro remédio senão começar a adoptar fatos de competição. Curiosamente, foi a partir desta altura que os atletas africanos começaram a ganhar este tipo de provas, sendo que, à medida que os fatos vão ficando mais apertados, mais africanos as ganham. Já alguma vez se perguntaram sobre o porquê de, na Grécia Antiga, o pódio não ser ocupado por três quenianos franzinos? Pois, eu logo vi que vocês não estavam para puxar muito pela cabeça. Enfim, pensem nisso e depois digam qualquer coisa. Até lá, vou continuar a treinar para obter os mínimos necessários para, nos JO2012 em Londres, eu ingressar o comité nacional de natação sincronizada.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Eu só tenho um amor: gajas e bola

Ideei esta postagem numa tentativa de suprimento relativamente à transacta, que foi algo funesta em termos qualitativos.

Entrara eu pouco antes num estabelecimento para divisar uma partida de futebol quando me deparo com um par de úberes desmedidos. Concerniam a uma manceba de filamentos áureos. Foi uma pena visto eu já parecer comprometido. Seguindo viagem, repousei num assento ao canto do estabelecimento e recolhi-me na partida. Foi um esterco. Perdêramos e nem um tento cunháramos. Arreneguei-me, injuriando tudo o que brandia. Gazofilei o meu cachecol esmeraldino e parti. Na jornada em direcção à saída, deparei-me com um lesbiano ósculo intrínseco entre a manceba de úberes desmedidos e uma outra de úberes mais reduzidos mas que, ainda assim, eu deglutia com relativa alacridade. Ainda cheguei claudicar tenuemente de desejo mas, de pronto, elevei o encéfalo e prossegui. Totalmente insurgido, rumei ao meu domicílio. Ao acercar, encarei a atroz factualidade do término das reservas de néctar de cevada. Tremendamente azoado, galopei violentamente rumo à cozinha. Insurgi-me contra a minha progenitora, iniciando uma sequência vil de carpidos de parte a parte. Recolhi ao quarto e, cochilando aqui e ali, lá terminei por adormentar.

Auxiliando a vossa grotesca agnosia, deixo-vos aqui um guia para tamanha erudição
.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Super Gripe A

Neste fim-de-semana, um tal de Stan Lee (alegado criador da Marvel e leitor do meu blog) pediu-me que lhe criasse uma personagem para a sua BD, sendo essa personagem um super-herói actual que se encaixasse no estilo da Marvel. Eu pensei: "um super-herói que meta máscara e assuntos actuais, só se for o Super Gripe A". E, uma vez que a gripe A tem sido um assunto tão pouco falado neste antro, porque não forçar a temática e piadas associadas até à exaustão? Pois, bem me parecia.
Ora, tudo começa com um indivíduo nipo-americano asmático e que, como tal, está incluído no grupo de risco de possíveis infectados (só para dar um bocadinho mais de dramatismo à coisa), sendo que pratica karaté às terças, quintas e sábados num ginásio nos arredores Manhattan. Esse indivíduo, de seu nome Jackie Lee (não tem nada a ver com o facto de o Jackie Chan e o Bruce Lee serem os únicos actores asiáticos que conheço), sofre de nanismo, doença dos seres a quem vulgarmente chamamos "anões". Certo dia, indo na rua em direcção ao kartaté, apanha uma pontada de ar radioactivo, transformando-se, de súbito, no "Super Gripe A" (é favor, agora, imaginar-se uma musiquinha épica a intorduzir o dito super-heroí. Acham que conseguem? óptimo!). Escondido atrás duma máscara cirúrgica, Jackie Lee jura, então, proteger as ruas de Manhattan do seu arqui-inimigo, o Dr. Tamiflu. Incessantes batalhas antibióticas se travam pelo domínio de Manhattan. Segue-se uma panóplia de peripécias ao nível de outros clássicos da Marvel, pelo que me abstenho de prosseguir com a descrição.
"Stan Lee, que tal? Gostaste?" Como "quem cala, consente", deduzo que o senhor tenha gostado, ficando eu à espera de notícias da minha conta bancária. Sim, porque comigo não há cá borlas para ninguém.
Aqui fica uma foto da capa da primeira BD, totalmente feita por mim e, por mais incrível que vos possa parecer, sem recorrer a qualquer tipo de empresa gráfica profissional.

Só uma perguntinha, para ver quem anda atento:
Será que os anões, enquanto ainda miúdos, utilizam a expressão "Quando eu for grande quero ser..."?

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vampiros Adolescentes e a Gripe A

Caríssimos leitores, como estão? Essa saudinha? Pois, lá está.
Ora, o que me cá traz hoje é o filme "New Moon", sequela de Twilight. Reparem bem na quantidade astronómica de views que eu vou ter a mais só por ter utilizado a palavra Twilight no meu blog. Vou ver se também resulta se eu escrever: Zack Efron, Tokio Hotel, High School Musical, Teen Porn, Bill Kaulitz, Namorada do Javi Garcia, Robert Pattinson... Se não conseguirem aceder agora à página do blog não se assustem, tentem a partir das 21h30 que quem procura estes valiosos items na net já deve estar a dormir.
Bem, mas voltando ao que me trouxe cá hoje, devo admitir que a saga Twilight está muito bem conseguida, mais que não seja pela actualidade dos posters, que misturam vampiros adolescentes com as hormonas aos saltos com temáticas actuais como a gripe A.


Este poster, facilmente detectável em qualquer estação de metro ou paragem de autocarro, é de um requinte apenas ao nível de uma ínfima parcela de clássicos cinematográficos. É de notar o pormenor dos olhos vermelhos, a indiciar uma valente constipação (ou gripe A), não afectando, no entanto, o romance entre um jovem vampiro vegetariano de cento e poucos anos e uma adolescente ligeiramente mais novinha. É impressionante como é que um filme deste calibre consegue estar tão a par de temas tão actuais como a gripe A. E, melhor de tudo, não fosse eu estar com vontade de provar mais um bocadinho da mistura vampiros-adolescentes, a SIC vai lançar uma série de, imagine-se bem, vampiros adolescentes. Só pergunto isto: Como é que ainda ninguém tinha pensado numa coisa destas?
Quanto a vós não sei, mas eu estou mortinho... mortinho não funciona porque soa a piada forçada; estou de água na boca... lá está, esta aqui também vai levar a que alguém mande a piadinha do "água na boca não, sangue na boca" e eu não quero correr riscos. Acho que a ideia passou.

sábado, 21 de novembro de 2009

Classificados "A Torre da Derrota"

Citando o conceituado humorista e entendido em meteorologia, Bruno Nogueira, "São Pedro: Larga lá a merda do comando!". Isto, meus amigos, já passou da simples chuva; é o dilúvio. Esta chuvada de proporções bíblicas e a falta de dinheiro para comprar um bote salva-vidas levaram-me a arrendar este blog a classificados diversos, sendo hoje postado o primeiro anúncio. Visto o papel com as condições da oferta estar ensopado e ilegível, tentarei aqui explicar da melhor maneira possível o que o meu caro leitor queria anunciar. A desistência de última hora de um casal de zebras levou o Sr. Noé (não consigo ler o apelido) a vender dois bilhetes para o "Cruzeiro do Caos". Os lugares são à janela, com menu vegetariano já incluído. Eu, completamente imparcial, acho que era de aproveitar. Ouvi dizer que Lisboa submersa, à noite, é muito bonita e que o efeito das luzinhas é bastante engraçado. Pronto, está o anúncio feito. Agora, quem estiver interessado é favor deixar um comentário que posteriormente entraremos em contacto.

Tentando fazer deste blog um local só um bocadinho mais culto, recomendo-vos vivamente a ouvirem
"Os Passos em Volta". É uma banda de indivíduos que eu desconheço por completo e com quem nunca estou montes de vezes. Confesso que comecei por abominar a sonoridade, mas com o tempo fui gostando, não conseguindo agora parar de trautear as suas melodias. O EP "Leta", lançado há precisamente uma semana, é qualquer coisinha.

p.s.- Quando, com menos de dois meses de existência, um blog assumidamente humorístico fala recorrentemente de meteorologia, é bom sinal não é?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Contos Fantásticos de Labaredas de Coito

Encontrei um livro de contos sobre Labaredas de Coito. Partilho convosco uma passagem e, se um dia me aptecer, conto-vos mais.
Cá vai:

"Era uma vez um jovem rapaz de Labaredas de Coito que não gostava de clichés literários. Havia-lhe sido adjudicado um conto para a aula de Língua Portuguesa e o moço, embora ainda sem ideias, sentou-se ao computador da vila mais próxima com um papel e uma caneta na mão. Passaram-se dias e algumas noites (mas mais dias que noites) e nada lhe surgia que pudesse ter alguma utilidade literária. Já com a barba ligeiramente a picar, olhou para trás e avistou D. Rute, proprietária do café da vila com SportTv, a falar com um pinguim rosado. "Estas modernices já chegaram a Labaredas de Coito?" indagou-se o rapaz com a voz gutural que geralmente lhe fala dentro de sua cabeça. Como seria possível que Labaredas de Coito tivesse alguma coisa primeiro do que Verdizela? Até o Sol lá nascia primeiro. Após um segundo olhar, com a barba já mais curta, o jovem rapaz percebeu tratar-se, afinal, de um flamingo. Ele já os conhecera de carnavais passados na margem sul. Na altura em que os vira pela primeira vez tinha-se dado um apagão na região de Alcochete, pelo que o pêlo tinha ficado com uma tonalidade de cor-de-rosa ligeiramente mais escura. Era disto mesmo que o jovem rapaz precisava para iniciar o seu conto. A D. Rute era um exemplo perfeito de uma vida bucólica, chegando mesmo a roçar o urbano, e um dos símbolos máximos da vila. De pronto, descalçou a sapatilha esquerda, coçou a zona entre o dedo mindinho e o dedo anelar do pé esquerdo (causando um vermelhão) e pôs mãos à obra. Deparou-se com um ligeiro problema: a caneta estava sem tinta. Correu, então, o mais que pôde até à aldeia vizinha (ainda sem a sapatilha esquerda), onde afiou a caneta com um afia-lápis (galardoado internacionalmente e considerado património mundial) de um serralheiro velho conhecido. De volta à vila, sentou-se ao computador."

Um final arrebatadoramente surpreendente será revelado numa postagem futura (leia-se, quando eu tiver paciência para arranjar um final coerente para esta estória de elevado requinte literário).

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Este blog perdeu um ilustre leitor

Este blog está de luto. Só não ponho o layout todo preto porque não sei depois voltar a -lo bem. Um ilustre leitor do meu blog faleceu na passada terça-feira. Jogador de futebol de profissão, Robert Enke foi, com excepção aos anos em que representou o Benfica, um desportista que eu muito admirei. A forma como morreu leva-me a perceber que tenho de ser mais cuidadoso nos tópicos abordados neste blog, visto algumas pessoas serem bastante susceptíveis e quererem mesmo ajudar a classe de analistas forenses. Acho que, no mínimo, devia ter uma "festa fúnebre" ao nível da que o Michael Jackson teve. Quando a ex-estrela dos Jackson Five morreu, era toda a gente a imitar as vestes e os passos de dança dele e a fazê-los na rua um pouco por todo o mundo. Agora o Enke morre e não vejo nem uma pessoa na rua vestida com a camisola número 1 do Hannover 96 a atirar-se para o chão e a imitar as brilhantes defesas que este jogador em vida fez. Sinceramente que não percebo. O Enke era um símbolo do desporto, da saúde e um exemplo para a juventude que se espera ser saudável e desportista. Ora, o Michael Jackson, de exemplo de saúde tinha pouco. Só servia de exemplo mesmo àquelas pessoas que nasceram com um nariz demasiado grande e que se queriam ver livre dele. Acho que o mínimo que se devia fazer em homenagem ao grande Robert Enke era um filme com as gravações dos últimos treinos dele, assim um pouco à imagem do que se fez com o Michael Jackson e o filme "This is it".

Aqui, um trecho da genialidade futebolística de Robert Enke, sem a musiquinha do Rocky que eu sei que vocês gostavam muito (o tal vídeo com a música do Rocky foi removido entretanto):


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Nem todos os horóscopos são credíveis

Ora muito boa tarde! Espero que estejam todos óptimos. Não estão? Temos uma pena tremenda.
Escrevo-vos pois descobri o primeiro horóscopo não aplicável a toda a gente. É verdade. Eu sei que estão todos tão chocados quanto eu fiquei na altura mas descansem que o 24Horas garante que a Maya já está a tratar do caso. Estava eu ontem calmamente a ler o jornal "Global", vendo o que os astros tinham para me dizer, quando me deparo com uma incoerência na secção referente aos capricórnios (na qual eu me insiro). Transcrevo: "A fase é óptima para ficar tranquilo em casa, mas é claro, muito bem acompanhado. Óptimo momento para viagens a dois.". Analisando bem, reparo que algo está mal. Não sendo eu cigano nem artista circense, torna-se um bocadinho complicado eu ficar em casa e fazer, ao mesmo tempo, uma viagem. Sendo a viagem a dois, mesmo os artistas circenses ficariam excluídos (desconheço circos de duas pessoas). Os ciganos não ficam muito melhor, visto a comum família cigana ter pelo menos oito filhos. O único cigano que eu conheci com menos de oito filhos foi um jovem de 11 anos que me assaltou o ano passado e que ainda só tinha três crianças, embora a namorada estivesse já à espera do quarto rebento. Enfim, estórias da vida urbana. Amanhã penso ir à sede do jornal "Global" exigir que devolvam cada cêntimo do que eu paguei pela porcaria do jornal com o horóscopo avariado. Assim se vê a (falta de) honestidade dos comerciantes portugueses. Cambada de chulos....